30 fatos sobre mim.

1 Sou sou distímica.
2 Tive crises monstruosas de otite quando criança, a ponto de perfurar o tímpano e até hoje tenho certa misofonia (sons agudos e volumes muito altos, o que torana a vida de fã e rock bem difícil).
3 Sou míope e antipática.
4 Comecei a ler C.G Jung por termos o mesmo sobrenome, e até hoje acho uns dos melhores cérebros do seculo XX (apesar de não acreditar em tudo).
aliás meu avô se chama (Titus) Carl Jung.
5 Ainda sobre Jung, ele definiu como introvertido aquele cujo o mundo interno faz mais sentido (outra característica em comum), o que faz de mim um primata intervertido e medianamente “fóbico social”.
6 Nunca exerci satisfatoriamente nenhuma das profissões que me formei (com boas notas alias) fotografia e museologia.
7 Nunca me casei.
8 Aprendi a ser racional para me proteger do que sinto e gosto de acreditar que boa nisso.
9 Eu gosto de estudar. Mas só o que eu gosto, mesmo.
10 Sou atéia e centro quase esquerda, mas fui anarquista quando adolescente.
12 tenho muita vontade de escanear detalhadamente meu cérebro, só assim acho que vou me conhecer DE VERDADE.
13 sim quase tudo nesta lista são conjecturas.
15 Três coisas me deixam pior que o Wolverine louco de cocaína: pés molhados ( banho não conta), condescendência e fome. Juro.
16 Eu adoro antropologia(s) e mitologia.
18 Me entedio fácil.
19 Fumo feito louco e sempre perco o cinzeiro em casa.
20 Não tenho o menor senso de direção
21 Se eu fosse boa em matemática teria estudado fisica.
23 Quando criança, queria ter estudado Biologia (marinha), mas hoje provavelmente teria feito especialização em antropologia física ou microbiologia
24 Sou fascinada pelas concepções e rituais da morte.
26 pela loucura também.
27 Me expresso melhor escrevendo, mas entendo melhor ouvindo.
28 Tenho medo: de palhaços do Yoda e borboletas (mariposas também).
29 Acredito piamente que felinos são melhores que sapiens.
30 Eu não entendo nada, NADA de astrologia (nem acredito) então nem adianta tocar no assunto.

o amor conveniente e soneto de Camões

porque tem o soneto do Camões* que Renato Russo musicou, Monte castelo é o titulo:

O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

Eu sempre senti e vivi o tal do sentimento (ou descarga de oxitocina, como preferem os hiper racionais) de forma brutal, avassaladora quando não reciproco, e cansei.

Aí chega um dia que se percebe que não, só não precisa ser assim, como não é que acontece.

Primeiro achamos bonitinho e agradável, depois a pessoa nos deixa perfeitamente confortáveis, e é conveniente por varias quebrações de galho ( e não, adotei nenhum macaco gordo) e percebemos que o amor, não o dramático, o querer bem a pessoa; se constrói.

Precisa respirar bem fundo para não deixar o espírito do namoro passado virar encosto, ou seja a gente prova para o sistema límbico* que aquilo que ele gravou está errado, foi mal.

E aproveita, oras…

Porque acaba. E logo.

Por uma razão que a princípio não faz sentido, mas saiba que é só a primeira fase do luto, a negação que faz sentir que não, logo volta, foi só uma chuva… que faltou aquela frase que te salva a vida.

Mas não. C’est fini. Done, finitto.

A mais legal mesmo é a raiva, que dá aquela descarga hardcore de adrenalina, doí bem menos e quando passa leva tudo embora. Até o amor. Até aquela ilógica e despropositada esperança que vocês vão voltar.

Aí sim. Você não adotou mais cinco gatos , e está bem. Pode até ser que uma coisinha ou outra mudou porque você chutou o balde legal durante a raiva e mandou alguém a merda por impulso.

E vai passar o inverno na Europa, porque lá é verão e vc não gastou com cabelo-roupa &presentes caros.


*informem-se.

lá outra vez e aqui

Aí eu voltei de viagem. Do fim do mundo como se lê na placa, e com as coisas em seu lugar o, o odor usado na calefação do hotel impregnado no meu nariz sonhei com um ex- namorado imaginário.

É uma delicia e é horrivel me apaixonar por um homem que não existe em meu convívio, triste não vive-la empiricamente, não ter sexo não sentir a pele, o órgão e a respiração ofegante.

Principalmente quando sexo é algo que quero muito e me falta.

E me agradeço ás tarefas prosaicas que me trazem de volta á vida que por mais que me entedie é a que escolhi. Racionalmete, entendo esse namoro como fuga da realidade infantil.

 

E voltando ao empírico, percebo que essa paixão, junto com o sentimento de voltar ao cotidiano, é uma sensação nova_diferente de anos atrás e me faz sentir viva.

Sou grata.

lavando a alma. revendo asas

… porque como você sabe, no universo disney antes antes de 1999, entra as princesas e a madrasta, bruxa, enfim, eu sempre preferi a poderosa mal compreendida.Porque eu sou assim (e rancorosa, mas não fui eu quem disse).

E fui ver Malévola.

Lógico que foram necessários 202 anos para ouvir o outro lado, mas que eu lavei minha alma com esse filme, ah lavei.

O filme trata de assumir, rever e desprender-se de ressentimentos coisa que a Malévola consegue e o ex namorado dela, não.

 A outra moral de historia, vai ao encontro da opinião do meu psiquiatra  que diz:a gente ama daquele que cuida.(já chego lá).

O rei (segundo) não quis saber da filha, nem da esposa, e assim como a fada dúbia, não acredita em amor verdadeiro 

O grande salvador do reino trai a confiança daquela que ama, casa com a princesa, vira rei… a historia você ja conhece.

O Amor verdadeiro na história, é o da fada traída, que teve as asas arrancadas pelo futuro pai da princesinha Aurora, que ao crescer acaba por ser amada pela mesma mulher traída por seu papai (ou seja, amor só de mãe mesmo, e olhe lá).

Malévola precisou assumir e lidar com sua própria maldade, confessa que estava cega pela fúria de ser sido traída e preteria (quem nunca?), a adota a filha do homem que ele um dia amou e  a odiava.

 

Malévola não é a minha preferida, á a madrasta de Branca de Neve (fica a dica), que não admite não ser a mais bela do reino, se enfeitiça, se transforma vai lá e por questões de politcamentecorretice, se fode.

Mas era guerreira! Por essa ou aquela razão, não queria perder seu lugar para uma piriguete gorda e pervertida (sete meio homens com vícios, nojento).

Mas Malévola não fica atrás, Sua batalha é com ela mesma, e ainda mais sofrida, porque foi principalmente ela que teve que encarar suas má escolhas.

Ela consegue! SE livra da raiva, enfrenta o filhodaputa, e com ajuda da afilhada, recupera as asas e a felicidade.

você tem fama do quê?

Eu sou formada em fotografia, parei há anos por desgosto puro.Mas não perdi (muito) p prazer por ver obras de outro fotógrafos na internet.. Claro que não são fotografias propriamente dita, são realidades virtuais de uma obra, a fotografia em si é necessariamente palpável, impressa ou ampliada em qualquer mídia (digo eu)

Da maioria eu gosto.

Das obras de fotógrafos que vejo atuando em menor escala, não. Vejo trabalhos medíocres sem inspiração e comportadinhos demais, o que me irrita muito. Aí o diagnostico de quem lê é ” mas você é uma mal comida invejosa”.

E sim eu tenho muita, mas muita raiva do fotografo meia-boca premiado, enquanto que sangrava para tira uma foto boa nunca fui reconhecida, além de amigos e  família,o que não conta.

Reconhecimento me é, sim muito importante. Sem ele fico desamparada porque o esforço que fiz e a grana que investi foram em vão. NENHUM artista em todo o universo pariu sua obra para que acabasse em um hd externo empoeirado no armário.

Me irrita o “prazer de fazer algo por você mesma”, queridinha o nome disso é masturbação, e se acha que é melhor sexo, você só deu para gente ruim de cama.

Me dá paúra rever meu trabalho. Não consigo ve-lo como boas fotografias, embora as pessoas gostem. 

Para mim são fetos mal-abortados. E preciso dar jeito nisso há seis anos atrás.

 

Porque um dia eu decidi que a minha missão era ser fotografa, mais que isso; ser maior que Cartier Bresson! Maior que Picasso! E eu sou aquela que pessoa que jura que é o maximo, mas odeia tudo o que faz.

Então eu virei a melhor fotografa do universo, e isso é tão obvio, que seria um absurdo avisar as pessoas disso. Desnecessário dizer mesmo que eu fosse a uber-fotografa, ninguém soube.Ou quis acreditar

E tem o tal do contatinho, que todo mundo sabe é um monte de gente trancado no proprio umbigo, e se eles não te conhecem é porque você (eu) simplesmente não é boa o suficiente.

 

Lógico que os contatados até fotografam-desenham-escrevem direitinho, mas acaba aí. Trabalham em galerias da Vila Madá, ou moram na Vila Madá ou expõe na Vila Madá.

Dos meu colegas de faculdade, um foi trabalhar com a Cris Barros, não me entenda mal, é  gente finissíma, mas manja a Cris Barros?

Pois é. Bem, esse deu certo.

E tinha o melhor da classe, que continua sendo o melhor, mais expressivo que o Bresson, e como não é francês, tem mais alma.

E a fotografia começou a me dar desgosto. E muita raiva da humanidade e dos fotógrafos.

E dos galeristas da Vila Madá.
Dos editores da Trip.

Passaram-se anos.

Arteeducação, Jaime que morre, filho que cresce, faculdade de moda, viagem a Irlanda, trampo em bar, filho que cresce, 32, 33,34, aula de ballet classico.

O insight da vez: Pós Graduação em curadoria museologia & colecionismo na Belas Artes.

Diploma que não vem, diploma por causa do histórico escolar antigo(2008 d.C), diploma na gráfica e sinto a chave do sucesso ao meu alcance. Eu vou para a pós em curadoria e colecionismo para, lógico, trabalhar com fotografias, NÂO as dos contatados, fotografia séria, lógico.

Maaaaaaaaaaaaaaaaaas eu preciso de um Tcc inovador, inspirado, a vanguarda da vanguarda, nem Andy Warhol foi tão vanguarda.

Que vai seguir o mesmo tema da monografia (Corpos Fragmentados), que foi brilhante demais para a banca lidar.

Um conglomerado citações de acadêmicos muito respeitados na Universidade de Barcelona, na de Columbia e desconhecidas pelos contatados-catedráticos.

A mono ficou boa, eu passei por ter juntado tanta gente concava e convexa num texto que até faz sentido.

Não se engane, é uma masturbação mental imensurável, mas eles compraram a ideia.

Essas parte foi ditada pelas vozes na minha cabeça, um mando de amarguradas, mal comidas.

O posting sério começa aqui.

Sou socialmente deficiente e se tivesse acreditado que era simpática(invés de ouvir a megera lá de cima) eu estaria entre amigos brilhantes & evoluídos, bem diferentes dos contatados que  parecem mais uma seita que networking.

Eu não precisaria ter agido por desespero e vendido meu equipamento e ver meu proprio trabalho om desgosto, nem ter feito moda.

Para a Irlanda sim, mas não para arteeducaçao e moda.

Provavelmente estaria no epicentro e a pos seria um luxo, um papel e não o helicoptero de resgate e voltar a lidar com meu Mr Hyde não seria tão controverso para o povinho da minha cabeça.

Mas é.

E eu vou ao encontro do Hyde com medo e ansiedade mais vou… gritar com Hyde até ele ter dor de cabeça.

E dançar tango com DR Jekyll

 

hoje, aos 31 anos achei esta cronica:

Não acredito em passado. Acho que tudo que vive dentro da gente é presente. Mas também não acho bom viver dentro de si mesmo todo o tempo. Ando mergulhada em rosas vermelhas e pensamentos libidinosos. Ando por aí esbarrando em tudo, sem olhar para frente, vejo apenas um pálido reflexo do que sonhei tantas noites. Falo pouco, desejo demais. Quero mudar de direção, o meu olhar. Ontem quase fui atropelada. É que vivo adivinhando o céu que desenha o teu rosto. Ando olhando para as estrelas que cantam o seu sorriso. E as estrelas estão nas minhas sandálias vermelhas. Olho para meus pés desejando as nuvens que chovem em cada uma das suas mãos. E seus beijos vivem dentro de mim. Ando por aí vendo apenas um pálido reflexo do que tanto me atrai: intensidade…

daqui