Subvertendo o mundo
maio 17th, 2009 § Deixe um comentário
Supondo que o que alguém veste é um reflexo absoluto do que este alguém faz ( e conseqüentemente, quem é), sapatos além de proteger os pés são um complemento indispensavel disso, inclusive quando não “ornam” com a roupa:

Shoes world_strange maps
Ficamos assim: a América Latina é um adolescente “fashion victim” que paradoxalmente compia e critica o intrépido e ocasionalmente bruto caubói que são os E.U.A_os atuais colonizadores_e a botina menor, anterior é nosso quase-hermano latino caricatura feito nos mesmos moldes que o anterior.
A tão-sonhada Europa é uma variada coleção de inverno feita por um sapateiro atento e caprichoso; a Africa o coturno que é presenteado na adolecência_ o primeiro sapato funcional_ e foi (ab)usado demais para quase tudo.
A Austrália também é bastante jovem,mas que nós até, mas foi educado direito.
As não menos iportantes ilhas-calçados alheias aos continentes, emprestam (exportam) suas funcionalidades e também são uma boa alternativa quando cansamos de usar sempre os mesmos sapatos.
Simplista, eu sei…
Mas a moda é tão efemera!
de Pavese
março 16th, 2009 § Deixe um comentário
” A dificuldade em praticar suicídio está nisso: é um atode ambiçãoque só pode ser realizado depois de superada toda ambição”
Cesare Pavese
A-cerca de la frontera
março 14th, 2009 § Deixe um comentário

fotografias: Maria Teresa Hernandéz
Vou começar do principio: a fotografia documental_ dentro da definição semiótica de Pierce é um indice pois representa por contigüidade física o referente (o que é palpavél), pois é
um traço do real,tem como premissa mostar um fato.
No caso das fotografias acima, mostram de forma mais realista possível a cerca que divide San Diego e Tijuana e suas consequências para os habitantes das proximidades,ou seja demarca onde começa e acaba cada país com sua cultura, idioma, lei e pré-conceitos_ e também o quanto tudo isso chega a ser desumano, pois separa famílias, e casais que se amam, a primeira fotografia a esquerda e a ultima ao centro, por exemplo
Maria Teresa nos mostra a cerca que separa a divisa México- Estados Unidos é (ainda segundo a semiótica) ,
E é quando a obra da fotografa transpõe o caráter indicial passa a ser também um símbolo(corresponde à camada de inteligibilidade, ou pensamento em signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo)._associação de idéias fruto de uma concepção arbitrária_ especialmente a fotografia direita pois a cerca, ou muro que o que divide os países sustenta cruzes que homenageiam os que morreram tentando cruzar a fronteira.
A partir disso não só mostra mas também convida o leitor a se perguntar se estamos diante de um novo muro de Berlim.
Ao meu ver, a mostra também simboliza não só a mesquinhez politica mas também a força da alma humana que transpõe barreiras_ reais e simbólicas para estar perto dos que ama.
“Nos últimos 17 anos, a fotógrafa mexicana radicada nos Estados Unidos Maria Teresa Fernández vem documentando a vida na fronteira entre o México e os Estados Unidos.
As fotos, em exposição na Escola de Comunicação Annenberg da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, mostram o reencontro de familiares dos dois lados da cerca, e como as comunidades locais lidam com a separação física.
Ao todo, o México e os Estados Unidos dividem uma fronteira de 3 mil quilômetros. A barreira física cobre um terço desta extensão.
A cerca, na verdade, é um conjunto de barreiras independentes localizadas em regiões estratégicas, onde o entorno urbano ou o fácil acesso tornam mais fáceis o cruzamento da fronteira.
Em muitos lugares, ela não é muito mais do que uma cerca de arame farpado ou uma barreira feita de placas de metal.
Em outros, se trata de uma instalação tecnologicamente sofisticada, com uma série de muros paralelos, acessos para patrulhas motorizadas, torres com câmeras, refletores e sensores de movimento.
Obra em evolução
“Minha obra é um organismo vivo que evolui como a cerca fronteiriça”, afirma a fotógrafa.
“A cerca muda o tempo todo. Cresce, se deteriora, é reconstruída, aumentada, retirada. Com minhas fotos, tento mostrar este organismo vivo e como ele afeta aqueles cuja realidade gira ao seu redor.”
Entre os temas e personagens da obra de Fernández, estão um grupo de imigrantes prestes a cruzar a fronteira, os murais e instalações que lembram os milhares de mortos na tentativa, famílias que compartilham o almoço de domingo dos dois lados da cerca, ou meninos que brincam de tocar o solo americano em frente à patrulha da fronteira.
A exposição “Cerca de la Cerca”, ou “Perto da Cerca”, em tradução literal, reúne 80 fotos tiradas desde 1991, quando a barreira começou a ser construída.
A fotógrafa se concentrou no extremo oeste da “cerca”, onde ela encontra o Oceano Pacífico, separando a cidade mexicana de Tijuana do chamado “Parque de la Amistad“, nos Estados Unidos.
Durante anos esta foi uma das únicas regiões da fronteira onde os membros de uma mesma família morando nos dois países podiam se re-encontrar para passar tempo juntos.
“Tinha gente que viajava centenas de quilômetros para chegar a este lugar e poder abraçar um filho, um pai ou um marido”, diz a fotógrafa, que capturou em imagens centenas desses momentos.
Símbolo do fracasso
Desde 2001, quando começou a documentar o microcosmo em torno da cerca, a fotógrafa visita o local até duas ou três vezes por semana.
Do lado de Tijuana, conta Fernández, “as pessoas aprenderam a viver com ela”, a ponto de algumas casas serem construídas usando a cerca como uma das paredes.
“As crianças crescem ao seu lado. Chegam a vê-la como uma jaula que fecha um grande jardim proibido, um jardim cujo dono é um vizinho que não devolve a bola quando ela cai do seu lado. Um vizinho inalcançável que isola seus méritos, suas oportunidades e seu povo.”
Em contraste, do lado americano, “é uma terra de ninguém, por razões de segurança está proibido o acesso por dezenas de metros ao longo da cerca”.
Dependendo de onde as fotos são exibidas, o trabalho de Fernández serve tanto para denunciar como para educar ou dissuadir potenciais imigrantes.
A exposição foi apresentada em muitas cidades do interior do México, onde muita gente pensa em cruzar a fronteira mas poucos conhecem os perigos que os aguardam.”
fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/02/090220_galeria_cercamexico_ba.shtml
O Mosteiro dos tijolos de feltro
fevereiro 20th, 2009 § Deixe um comentário
“Infinita é a capacidade do homem em procurar sarna para se coçar. Se até agora não demos nosso recado, é evidente que quebramos a cara, e o remédio é assumir o fracasso e tentarmos fazer menos barulho…
…não é por nada não,mas fui em frente enquanto tive vontade e demência suficientes para continuar. Não tinha muito coisa a perder, além da compostura que já havia perdido (…)
…passei a me dedicar aos abstratos conceituais_forma sofisticada de não ter conceito algum.”
Carlos Heitor Cony
(Ilustrada de 20.02.2009)
de Caio
janeiro 20th, 2009 § Deixe um comentário
“Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar,(…)
E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira…”
Caio Fernando Abreu
Happiness is a warm gun, endeed
janeiro 14th, 2009 § Deixe um comentário
Tenho um imã de geladeira que diz “amor é como a sorte, você tem que ir com tudo para encontrá-lo, que comprei não porque acredito, mas porque QUERO acreditar… e resolvi assitir Shortbus.
A crítica tem outra opinião, mas eu vi na história das personagens (duas em particular)pessoas que buscam amor via redenção pelo sexo.
É bem fácil na verdade, imagine um clube em uma metrópole (que fabrica desilusão aos borbotões) onde as pessoas vão para abandonar-se da própria dor e dedicar-se ao hedonismo empírico …sim, orgia!
Você pode até achar desconfortavél, mas não julgue! Se fossem pessoas reais, são mais livres que eu e outros tantos que se apaixonam sozinhos, porque pelos menos eles OUSAM!
E não é aquela coisa “ah, já estou fodido, mesmo…” não!
Em um dos diálogos mais tocantes no começo, um velhinho diz para um rapaz mais jovem “não se envergonhe de seus pecados, você fez o melhor que pode”.
De minha parte fico decidindo qual a maneira menos dolorida de arrancar minha pele, e ser alguém mais livre… visceral
Em tempo: o filme foi dirigido por Jonh Cameron Mitchel e as personagens foram criadas pelos atores, o que torna tudo mais especial!
Eis um Video com uma parte:
de Paul Eluard
novembro 16th, 2008 § Deixe um comentário
La courbe de tes yeux
La courbe de tes yeux fait le tour de mon coeur,
Un rond de danse et de douceur,
Auréole du temps, berceau nocturne et sûr,
Et si je ne sais plus tout ce que j’ai vécu
C’est que tes yeux ne m’ont pas toujours vu.
Feuilles de jour et mousse de rosée,
Roseaux du vent, sourires parfumés,
Ailes couvrant le monde de lumière,
Bateaux chargés du ciel et de la mer,
Chasseurs des bruits et sources de couleurs,
Parfums éclos d’une couvée d’aurores
Qui gît toujours sur la paille des astres,
Comme le jour dépend de l’innocence
Le monde entier dépend de tes yeux purs
Et tout mon sang coule dans leurs regards.Paul Eluard
de Cecilía
novembro 16th, 2008 § 1 Comentário
“A AUSÊNCIA DEFINITIVA de quem está vivo, e bem, e apenas levando outra existência na qual não cabemos, esta é a agulhada fria, a certeza de ter a companhia de uma cidade inteira de novas possibilidades, amizades, amores menos ariscos. Uma cidade viva e pulsante, que deslumbra e ofende na mesma proporção com que cresce.
É sentir-se traído pelo silêncio de um só.
Que arma poderosa é o silêncio, em um tempo definido por sua obscena velocidade, facilidade de transmissão de dados, distâncias encurtadas entre continentes e toda a sucessão de baboseiras com que nos engambelam para dizer que chegamos lá.”
fonte:http://www.escrevescreve.blogger.com.br/
novembro 11th, 2008 § 2 Comentários
Não lembro quando, estava voltando para casa cansadíssima e meio desanimada quando vi na escada rolante do metrô Consolação uma camera apontada para meu rosto.
Ontem na abertura da Exposição Porto_ seguro da fotografia, vi que a foto que fizaram de mim ganhou um premio…
Para quem quiser ver, Alamenda Barão de Piracicaba, n° 740.
de Chitra
novembro 8th, 2008 § 1 Comentário
“Às vezes me pergunto se existe uma realidade, uma natureza objetiva e intocada do ser. Ou se todas as coisas com a gente se depara já foram transformadas pela idéia que a gente fez delas. Se a gente sonha e faz as coisas acontecerem.”
Chitra Divakaruni


